VIVER SEM MESTRUAR É POSSÍVEL?

Os benefícios e perigos dos métodos contraceptivos de uso contínuo

Para muitas mulheres não menstruar é sinônimo de liberdade, bem estar e conforto. “Entre os benefícios de viver sem menstruar, temos à ausência dos sintomas de Tensão Pré Menstrual (TPM) e de cólicas, melhoria da pele, prevenção de endometriose e das anemias”, explica a médica ginecologista Súria El Kouba Gomes.

De acordo com a médica na antiguidade as mulheres tinham muitos filhos, consequentemente poucas menstruações. “O sangramento não incomodava. Na Grécia antiga as mulheres acreditavam que melhoravam depois da menstruação, pois passava o período de TPM, o que fazia pensar que o sangramento fazia bem”, comenta. De acordo com Súria, depois da década de 1960, com a revolução feminina e com o aumento da expectativa de vida, os conceitos sobre o sangramento começaram a mudar.

“Pensar que a menstruação é uma limpeza no organismo é um conceito errado”, acredita. Segundo a médica, todos os meses o organismo da mulher se prepara para a fecundação, não havendo, o óvulo se desmancha e é eliminado por meio da menstruação. De acordo com ela, parar a menstruação, não prejudica a saúde. “Mas as pílulas de uso contínuo, um dos tratamentos mais conhecido para suprimir o ciclo, também tem contra-indicações”, comenta.

Segundo Súria, existem vários métodos como injeções de progesterona, anel vaginal, adesivo contraceptivo e o implante sub-dérmico.“Muitos fatores devem ser considerados na avaliação para definir o método mais indicado, como, idade, tempo de uso de contracepção, custo do tratamento e problemas de saúde pré-existentes. Para a médica, um dos fatores que deve ser levado em conta é a facilidade de acesso e utilização do método escolhido. “A contracepção com pílula de uso contínuo, evita que a paciente tome sem pausa a pílula comum (que se usa por 21 dias e para por uma semana). “As pílulas de uso contínuo foram pensadas, desenvolvidas e produzidas especificamente para uso sem pausa”, comenta. Especialistas recomendam ainda que o ideal seja fazer uso do regime contínuo somente após dois anos da primeira menstruação. Nessa idade o ciclo já está regular, facilitando a escolha do melhor método.

RISCOS
Entre os principais riscos que o tratamento pode ocasionar em pacientes que não procuram orientações médicas estão os riscos vasculares, aumento de peso e os escapes menstruais. “Quando a paciente é fumante esses riscos aumentam”, diz. Para Súria, é importante considerar que a consulta regular ao ginecologista, bem como a avaliação inicial para definição do método, são essenciais para o sucesso do tratamento.

Fonte: http://www.adjorisc.com.br/jornais/correiodonorte/editorias/saude/viver-sem-menstruar-e-possivel-1.500771

 



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