ÚTERO - FUNÇÃO E CUIDADOS

Como nós mulheres temos a capacidade de gerar filhos, nosso corpo sofre a influência do sistema reprodutor durante todas as fases da vida - embora isso fique mais claro em certos períodos, como durante a menstruação ou na própria gravidez  

Por isso, órgãos com funções reprodutivas, como o útero, merecem atenção especial.

O útero é o primeiro "lar" do bebê.

"Assim, no período ovulatório, sob ação estrogênica, ocorrem contrações uterinas no sentido colo-corpo, visando levar espermatozóides para as trompas uterinas, sempre focando a procriação", explica o médico Thomas Gabriel Miklos, especialista em ginecologia e obstetrícia pela Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia - Febrasgo.

Duas partes principais compõem o útero: colo (região mais próxima da vagina) e corpo uterino. O corpo é composto por três camadas ou paredes - anterior, posterior e a fúndica, entre as outras duas. "Esta parede é formada por uma camada de massa muscular chamada de miométrio, e uma camada interna, o endométrio, estrutura varia conforme o ciclo menstrual. A mesma que descama na menstruação e é renovada no ciclo seguinte", explica o especialista.

Ele aloja o feto desde a fecundação até o nascimento. Se desenvolve na mulher ao longo dos anos, preparando-se para a gestação e parto. Mesmo quando a mulher não está grávida (mas em idade reprodutiva), esse órgão vive se contraindo. O movimento é indolor - ainda bem - e varia de acordo com o período do ciclo menstrual.

Riscos e prevenção
Várias doenças podem vitimar esse órgão. Umas das mais famosas e mais graves é o câncer do colo do útero - o segundo tipo de câncer mais comum entre as mulheres. Em 2010, o Instituto do Câncer (Inca) estima que haja 18.430 novos casos, com um risco estimado de 18 casos a cada 100 mil mulheres. Existe um exame preventivo, que deve ser realizado por todas as mulheres que têm ou já tiveram atividade sexual, especialmente entre 25 e 59 anos de idade.

Além dessa doença, podemos encontrar patologias benignas no colo do útero, como pólipos cervicais, estenoses e mais raramente miomas. Como em geral existe uma pequena possibilidade de esses tumores se tornarem malignos, é necessário acompanhamento médico assim que eles são detectados, e por vezes procedimentos para a retirada deles.

"O corpo uterino é mais frequentemente acometido pelo mioma seguido da adenomiose, uma variante da endometriose (crescimento de tecido do endométrio fora do útero), outrora chamada de endometriose interna", diz o ginecologista.

Algumas mulheres sofrem ainda com malformações nesse órgão desde que estavam na barriga de suas mães - por exemplo os úteros bicornos e septados. Por último, o obstetra lembra que "a cavidade uterina também pode ser acometida por pólipos, miomas e sinéquias, ou seja, traves de fibroses que comprometem a cavidade uterina como sequela de infecções genitais. Mais raramente encontramos o câncer do corpo uterino, o leiomiossarcoma e o adenocarcinoma do endométrio."

Alguns males costumam abater as mulheres em idade reprodutiva, como o câncer do colo do útero e os miomas uterinos - mais frequentes entre os 35 aos 45 anos, variando de 267 a 620 a cada 1000 mulheres/ano respectivamente.

Para evitar doenças e desconforto, a dica é investir em cuidados básicos: hábitos saudáveis, peso e vida sexual adequados são importantes para a manutenção do aparelho reprodutor feminino. "Fundamental é a rotina ginecológica anual, onde qualquer anormalidade é diagnosticada precocemente permitindo o tratamento e controle da evolução da doença", orienta Thomas.

Quando esses cuidados não são tomados, aumentam os riscos das doenças citadas acima e de seus sintomas. A mulher pode apresentar aumento e irregularidade do sangramento genital, dor pélvica, aumento de cólicas no período menstrual, sangramento nas relações sexuais, dificuldade para engravidar, abortamento, entre outros.

Então, o ideal é prestar atenção em alterações e sangramentos incomuns, já que, como explica o médico, a grande variação de sintomas depende do tipo de doença que acomete o útero da paciente. "Assim, queixas como essas merecem ser compartilhadas com o médico ginecologista".

Quem não conseguiu engravidar e optou por métodos de reprodução assistida pode ficar sossegada em relação a possíveis males no útero. "Doenças do útero não surgem da noite para o dia, assim o tratamento de reprodução assistida, que é feito em poucos ciclos, pode ser realizado com segurança", conclui o especialista.

 

Fonte: http://www.expressomt.com.br/noticiaBusca.asp?cod=101534&codDep=3

 

 



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