Tratamento começa pelo diagnóstico

A infertilidade acomete de 8 a 15% dos casais, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS). Só no Brasil, mais de 278 mil parceiros sofrem, pelo menos em algum momento da idade fértil, com dificuldades para gerar um filho. O problema aparece com frequência em consultórios médicos e incentiva, inclusive, a criação de ações públicas, como a Política Nacional de Atenção Integral em Reprodução Humana Assistida que deve ser implementada no segundo semestre pelo Ministério da Saúde.
Dentre os métodos para diagnóstico, a histerossalpingografia (HSG) é considerada o primeiro passo para avaliar queixas de infertilidade. Embora antigo, o exame ainda é muito utilizado em função do baixo custo e simplicidade do procedimento. Com a injeção de um líquido de contraste através do colo para o interior da cavidade uterina e das tubas, são efetuadas radriografias da pelve. “A HSG se faz necessária na investigação de causas uterinas ou tubárias para esterilidade conjugal, em casos de suspeita de anomalias na forma da cavidade uterina ou complementando a investigação de sangramentos anormais do útero”, explica o médico ginecologista Telmo Antonio Padilha Garcia.
Assim, a HSG possibilita detectar a presença de anomalias da cavidade e da parede do útero, permeabilidade ou não das trompas e adenomiose – a endometriose no próprio útero. Segundo Padilha, o exame pode ser desconfortável e doloroso, principalmente durante a injeção do líquido de contraste. Para amenizar a sensação, é indicado o uso de analgésicos na véspera e no dia do procedimento, que deve ser marcado para o período logo após a menstruação. A preparação também inclui jejum. Após a realização da HSG, recomenda-se novamente o uso de analgésicos, além de repouso.

Exame reduz dúvidas sobre fertilidade

Para a pedagoga Jozeane Maria de Carvalho, 28 anos, o exame contribuiu ainda para melhorar seu bem-estar emocional. Depois de cinco meses na tentativa de engravidar, ela decidiu tirar a dúvida sobre a sua fertilidade com a HSG. “Foi sugestão do meu médico, fiquei ansiosa e curiosa, pois não conhecia o exame”, lembra. Na sua preparação, em janeiro, Jozeane incluiu um comprimido de laxante e dois dias de jejum sexual. O analgésico fez falta. A pedagoga relata que sentiu dores similares às desconfortáveis cólicas pré-mestruais, no entanto, não hesita em dizer que valeu a pena.
O resultado descartou a possibilidade de qualquer problema relacionado à infertilidade. Tranquilizada, logo ela conseguiu engravidar. A barriga ainda não está saliente, afinal, a gestação nem completou um mês. De qualquer forma, a expectativa é grande. Será o primeiro bebê do casal Jozeane e José Eduardo Frey, que mantêm uma união estável há 10 anos. Se for menina, a criança já tem nome: será Maria Eduarda. Caso nascer menino, caberá a José escolher o nome. “Ele disse que já sabe, mas não vai contar antes do tempo”, diverte-se a futura mamãe.

MOTIVOS

De acordo com Padilha, a esterilidade e a infertilidade existem por causas diversas que podem combinar um ou mais fatores: ovariano (anovulia, ovários policísticos, endometriose), tubário (obstrução uni ou bilateral, aderências, sequela de cirurgias, endometriose, infecção), uterino (miomas, adenomiose, sinéquias, malformações congênitas no corpo e o colo), imunológico e fator masculino (ausência de espermatozóides, quantidade ou qualidade subnormais do esperma).


Fonte: Site Gaz



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