GRUPO SANTA JOANA INAGURA CENTRO DE ENDOMETRIOSE

O Grupo Santa Joana acaba de inaugurar seu Centro de Endometriose, no bairro do Ibirapuera, em São Paulo. A nova estrutura foi idealizada para atender as necessidades em relação ao tratamento de pacientes com endometriose, doença com alta incidência na população feminina, caracterizada pela presença do endométrio fora da cavidade uterina. Além de causar dor pélvica, cólicas menstruais e vários tipos de desconforto ao urinar ou evacuar, a endometriose também é uma das principais causas de infertilidade feminina.

Como explica Dr. Ricardo Pereira, coordenador da equipe de cirurgia do Centro de Endometriose Santa Joana, a nova estrutura vem preencher uma lacuna importante no campo da saúde da mulher. “Com a falta de uma abordagem específica para o problema, a paciente pode ter esse diagnóstico atrasado em mais de dez anos”, comenta Dr. Ricardo, acrescentando que esta não é uma situação específica do Brasil, mas também de países da Europa e dos Estados Unidos.

Para preencher essa lacuna, o novo Centro terá uma equipe especializada em diagnóstico, coordenada pelo Dr. Manoel Orlando Gonçalves, um dos profissionais com maior experiência do mundo no diagnóstico de endometriose por imagem. Os exames de ultrassom, os mais adequados para esse tipo de averiguação, serão realizados no próprio Centro de Endometriose. Nos casos em que houver necessidade de complementação com Ressonância Magnética, as pacientes terão a opção de realizar os exames no Hospital e Maternidade Santa Joana. Confirmado o diagnóstico de endometriose, uma das formas mais eficazes de tratar essas pacientes é a cirurgia, cuja equipe será coordenada pelo Dr. Ricardo. “Há algumas possibilidades para esse tipo de procedimento, utilizando métodos cirúrgicos minimamente invasivos, como a laparoscopia cirúrgica, que possibilita a remoção das lesões endometrióticas sem a necessidade de grandes incisões (cortes)”, explica o cirurgião.

As cirurgias serão realizadas no Hospital e Maternidade Santa Joana, que dispõe de salas cirúrgicas inteligentes especialmente concebidas para esse tipo de intervenção. Entre 10 e 15% das mulheres em idade reprodutiva sofrem de endometriose. Embora possa parecer uma doença dos tempos modernos, há registros de sintomas da endometriose de quase dois mil anos antes de Cristo.

Até hoje, no entanto, a ciência não definiu as causas da endometriose. Hoje, com o maior conhecimento sobre as lesões associadas à doença e o uso de equipamentos de imagem como o ultrassom e a ressonância magnética, o diagnóstico tornou-se mais preciso. “Também é importante ressaltar que a mulher atual fica mais tempo exposta à ação do estrógeno, o hormônio feminino que determina a descamação do endométrio”, acrescenta Dr. Ricardo. Antes, com o maior número de gestações, o número de ciclos menstruais também era menor, diminuindo os efeitos desse hormônio na mulher.

Atualmente, o menor número de filhos e as gestações mais tardias fazem com que a mulher sofra por mais tempo os efeitos do estrógeno. Um fato de ordem comportamental também pode estar contribuindo para o aumento do registro de casos de endometriose: hoje, a mulher não se resigna com a dor, buscando o entendimento e alívio dos sintomas da doença. “Por todos esses aspectos, idealizamos o Centro de Endometriose e temos as principais ferramentas necessárias para ajudar as mulheres acometidas pelo problema”, conclui Dr. Ricardo.ruília.

Fonte: Revista Hospitais Brasil

 



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