RISCO DE ABORTO É 76% MAIOR EM QUEM TEM ENDOMETRIOSE, DIZ ESTUDO

Pesquisa feita durante 30 anos na Escócia foi divulgada nesta segunda-feira. Doença é de difícil diagnóstico e tem vários sintomas.

Mulheres com endometriose têm um risco maior de desenvolver uma gestação fora do útero (chamada de gravidez ectópica) e sofrer aborto, de acordo com resultados de um estudo divulgado nesta segunda-feira (15) no Encontro Anual da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia, realizado em Lisboa.

A pesquisa foi feita na Escócia com quase 15 mil mulheres, analisadas durante 30 anos, entre 1981 e 2010. Segundo os autores, foram utilizados dados de hospitais públicos daquele país.

De acordo com o estudo, mulheres com endometriose tiveram um risco 76% maior de sofrer aborto espontâneo e a chance de desenvolver o feto fora do útero quase triplicou, segundo as observações dos cientistas. Em quem teve diagnóstico prévio desta doença, a possibilidade de hemorragia pré e pós-parto, além do nascimento prematuro, também aumentaram.

Segundo os cientistas, os dados devem ser usados por especialistas durante o aconselhamento sobre planejamento familiar a mulheres com endometriose.

O que é?

A endometriose ocorre quando o endométrio (uma membrana que reveste a parede útero) se desenvolve fora deste órgão, indo para vários lugares na cavidade abdominal ou às vezes até em focos mais distantes.

Pode se implantar no intestino, nos ligamentos, nos ovários e isso gera um problema muito sério pra mulher, que é uma dor pélvica, muitas vezes incapacitante, e pode gerar dificuldades pra engravidar.

Alguns sintomas indicam que a mulher pode ter endometriose. São eles: cólica menstrual forte, dor na relação sexual, dor entre as menstruações, infertilidade, dor ao defecar ou ao urinar, sangramento na urina ou nas fezes. Caso você tenha estes sintomas, o primeiro passo é consultar um médico ginecologista.

Polêmica

Há uma semana, uma propaganda lançada pela farmacêutica Sanofi para divulgar a marca de analgésicos Novalfem provocou protestos de mulheres nas redes sociais ao usar o mote "#semMiMiMi" para falar de cólica menstrual – um dos sintomas da endometriose.

A página da marca no Facebook foi inundada por uma avalanche de críticas à propaganda, que foi considerada desrespeitosa e infeliz. Mensagens de repúdio também foram postadas nos comentários do vídeo da propaganda no YouTube.

A Sanofi pediu desculpas, alegando que "o objetivo da campanha era falar que as mulheres com dores leves e moderadas" não precisavam parar suas atividades pelo desconforto gerado por dores como cólicas menstruais. A companhia informou ainda que sabe que a endometriose é uma doença que tem como sintoma cólicas fortíssimas. "Entendemos que a dor é um assunto sério", disse a empresa em resposta aos internautas.

 

Fonte: G1

 



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