Projeto inédito comprova segurança da embolização de miomas uterinos pelo SUS

Das 40 pacientes carentes atendidas, 90% tiveram melhora, o que motivou requerimento para o MS, solicitando embolização no SUS


Melhora do quadro clínico em 90% dos casos, um índice de recomendação para o procedimento de 97,5% e um ganho de qualidade de vida que saltou de 40 pontos antes do tratamento, para 80 pontos depois, numa escala de 100. Estes são alguns dos resultados preliminares do projeto Angiomóvel Unidade de Radiologia Intervencionista Móvel, idealizado pelo Dr. Néstor Kisilevzky, Radiologista Intervencionista do Hospital Israelita Albert Einstein, um dos maiores especialistas na técnica de embolização da América Latina.

O projeto foi realizado em parceria com o Instituto Israelita de Responsabilidade Social Albert Einstein, com o objetivo de percorrer hospitais públicos de São Paulo com um caminhão baú, levando às mulheres de baixa renda, equipamentos e material de alta tecnologia para a realização de Embolizações Uterinas, uma moderna técnica de tratamento de miomas uterinos.

Os dados do estudo embasaram um requerimento enviado, recentemente, à Secretaria de Ciência Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE) do Ministério da Saúde, para inclusão da Embolização Uterina entre os procedimentos médicos cobertos pelo SUS. O documento encontra-se em processo de analise na Comissão de Incorporação de Tecnologia/CITEC.

Na primeira etapa do projeto Angiomóvel foram desenvolvidas parcerias com quatro instituições: Hospital Universitário de Jundiaí, Hospital do Mandaqui, Hospital Regional de Cotia e Hospital Leonor Mendes de Barros. Entre Novembro de 2008 e Maio de 2009, uma vez por semana, o Angiomóvel visitou uma dessas instituições, onde foram realizados os procedimentos de embolização uterina de forma gratuita no estilo de " mutirão" . Os casos foram selecionados e preparados pelas equipes de ginecologia de cada Instituição, na base de um protocolo de cooperação científica e assistencial, desenvolvido conjuntamente com a equipe médica de Kisilevzky.

"A embolização uterina é um procedimento de Radiologia Intervencionista que não é, rotineiramente, oferecido em hospitais públicos. A falta de estrutura tecnológica e/ou equipes médicas especializadas faz com que mulheres carentes não tenham acesso a essa tecnologia. A embolização, ou emboloterapia, é uma cirurgia minimamente invasiva e muito menos traumática que a convencional. Requer uma pequena incisão na virilha, por onde é introduzido o cateter, que é conduzido pelas artérias, visualizadas por meio de um equipamento computadorizado de raios X", explica.

Quando se alcança as artérias uterinas que levam o sangue até o útero e os miomas, injetam-se partículas que entupirão essas artérias, impedindo os miomas de receberem sangue, regredindo rapidamente de tamanho. Ao fim do procedimento, simplesmente retira-se o cateter, sem a necessidade de pontos. A paciente fica apenas 2 horas na sala de recuperação e pode voltar para casa em 24 horas, com o retorno às atividades normais até dez dias após a cirurgia.

Único especialista em Radiologia Intervencionista da America Latina a ser homenageado com o Título de Fellow da Society of Interventional Radiology, maior sociedade mundial que agrupa mais de cinco mil especialistas em todo mundo, Kisilevzky estará realizando o Simpósio Internacional Embolution 2010, de 24 a 27 de Agosto, em São Paulo.

Histerectomia X Embolização

O procedimento consiste na punção de um vaso (artéria ou veia), acesso ao espaço intravascular e, por meio de cateteres e guias, sob orientação radiológica, navegar de forma endovascular, o que torna possível atingir, praticamente, qualquer segmento do corpo. Entre as técnicas intervencionistas ainda pouco difundidas está a embolização (ou emboloterapia), que também auxilia no tratamento de câncer de fígado, rim e ossos, varicocele (causa mais comum de infertilidade masculina), problemas vasculares como aneurismas, malformações, varizes e sangramentos de qualquer tipo, além de miomas uterinos.

O tratamento clássico para o mioma, a histerectomia (procedimento cirúrgico para retirada do útero, que muitas vezes se estende também a ovários e trompas) pode significar, para muitas mulheres, o comprometimento de sua identidade feminina e renunciar à maternidade. Só nos últimos cinco anos foram realizadas 576 mil histerectomias no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, com uma média de 115 mil por ano.

"A embolização é uma moderna técnica que requer apenas uma incisão do tamanho de uma ponta de caneta na virilha feita com anestesia local, e que tem o objetivo de cortar o suprimento de sangue para o tumor, provocando a " morte" do mioma, sem prejuízos à saúde. Por ser um procedimento minimamente invasivo, pode oferecer uma curta estadia hospitalar e recuperação mais rápida. No caso do tratamento dos miomas, o útero e a fertilidade da mulher são preservados", conclui Kisilevzky.

Fonte: http://www.isaude.net



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