CONHEÇA O PROENDO

Foi lançado em 21 de maio, em São Paulo, o projeto social PROENDO (Pró-Endometriose), ligado ao Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. “Atualmente, uma paciente pode levar cinco, seis e até sete anos para ser operada. O Proendo vai ajudar mulheres com palestras, reuniões e esclarecendo dúvidas a respeito da endometriose.

Vamos também buscar parcerias com o setor privado para conseguir o material necessário para as cirurgias, não fornecido pelo SUS (Sistema Único de Saúde), fazendo com que essas mulheres possam ser atendidas mais rapidamente”, esclareceu a professora Dra. Helizabeth Salomão Abdalla Ayrosa Ribeiro, uma das coordenadoras da iniciativa.

A cerimônia ocorreu no auditório do Hospital Santa Isabel e teve sua mesa composta por Dra. Helizabeth; pela vice-prefeita, Alda Marco Antonio; pelo assessor técnico da Coordenadoria de Atenção Básica à Saúde da Prefeitura Municipal de Saúde, Dr. Jovino Paes Junior; pelo chefe da Disciplina de Ginecologia da Santa Casa, Dr. Vilmar Marques de Oliveira; pelo diretor médico do Hospital Santa Isabel, Dr. Frederico Carbone Filho; pelo Diretor Clínico da Santa Casa de São Paulo, Dr. Raimundo Rafaelli Filho; e pela editora da Agência de Notícias da Aids, Roseli Tardelli. Alda Marco Antonio lembrou que nos anos 70 os postos de saúde do setor de saúde pública não tinham ginecologistas em seus quadros.

“É de extrema importância um projeto voltado para a atenção à saúde da mulher. Vocês podem contar comigo no combate à endometriose”, declarou. Dr. Rafaelli manifestou a sua satisfação pelo projeto ter tido sua origem na Santa Casa. “Precisamos do apoio de todos para combater essa doença que castiga tanto, que é mal diagnosticada e mal tratada. Este projeto vai abrandar, com certeza, o sofrimento dessa população”. “É importante que a cidade de São Paulo consiga construir uma resposta para as mulheres com endometriose do mesmo jeito que conseguiu construir uma resposta para as pessoas vivendo com HIV e aids”, ressaltou Roseli Tardelli. “Queria também convidar as mulheres com endometriose para fazerem uma manifestação, dando as mãos em um abraço ao redor da Santa Casa para chamarmos atenção para esta questão”, finalizou a jornalista.

O projeto foi recebido com entusiasmo por profissionais de saúde e pacientes da Santa Casa presentes ao evento. “É uma iniciativa excelente, uma maneira de poder atender as pacientes com qualidade e dar o tratamento adequado. Se a paciente não é atendida adequadamente, a doença continua”, explicou a ginecologista Catulina Bosi.

Para a Dra. Jaqueline Alvarenga, o projeto é fundamental. “Um dos principais fatores limitadores do tratamento da doença é o alto custo. É primordial fornecer tratamento completo também às pacientes de menor renda”, observou. Outra ginecologista, a Dra. Karin Rossi informou “que o Brasil não deixa nada a desejar em relação aos outros países no que diz respeito à experiência no atendimento às mulheres com endometriose. É essencial que o diagnóstico da doença seja cada vez mais precoce”, alertou.

Pacientes

Maria Aparecida Gonçalves, dona de casa, contou que é a paciente número 120 na fila para a cirurgia na Santa Casa, “o que significa que pode demorar até oito anos para eu conseguir ser operada”, disse. “Espero que o projeto agilize esse processo”.

Outra dona de casa, Vanda de Souza Bueno, de 43 anos, foi diagnostica há cerca de oito anos e elogiou a iniciativa. “Tudo o que fizerem para acelerar o tratamento é bem-vindo. Só quem tem a doença, sabe o sofrimento que é. A dor é intensa”, relatou. Vanda descobriu que tinha endometriose quando tentou engravidar. “Tinha parado de tomar pílulas e mesmo assim não conseguia. Quando o médico me deu o diagnóstico, eu já não podia ter filhos nem mesmo por inseminação artificial”.

Divina Cardoso da Silva, auxiliar de enfermagem, de 59 anos, perdeu um rim por causa da doença. Ela teve que passar por uma cirurgia e contou que suporta bem a dor. “Eu preciso de uma nova operação, mas preciso aguardar seis meses para ser avaliada, para saber se realmente poderei ser operada. O diagnóstico precoce vai ser bom pra muita gente. Se meu diagnóstico tivesse sido feito antes, eu não teria perdido um rim.”

O público presente à cerimônia de lançamento teve a oportunidade de assistir a uma palestra ministrada pelo Professor Adjunto e chefe da disciplina de Ginecologia da UERJ e Chefe do Ambulatório de Endometriose do Hospital Universitário Pedro Ernesto, Dr. Marco Aurélio Pinho de Oliveira. Ele é um dos coordenadores do MOVENDO (www.movendo.com.br), projeto similar ao PROENDO no Estado do Rio de Janeiro.

Endometriose

É uma doença que atinge as mulheres em idade reprodutiva e que se caracteriza pela presença de endométrio em locais fora do útero. O endométrio é a camada interna do útero que é renovada mensalmente pela menstruação. Existem três tipos de endometriose: ovariana, peritoneal e profunda. No Brasil, estima-se que seis milhões de mulheres tenham algum tipo de endometriose.

Fonte: http://www.agenciaaids.com.br

 



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