NOVAS TECNOLOGIAS FAVORECEM DIAGNÓSTICO DA ENDOMETRIOSE

A ultrassonografia com preparo intestinal e a cirurgia laparoscópica com imagem em 3D trouxeram avanços na detecção, avaliação e tratamento da doença, que afeta cerca de 7 milhões de brasileiras Com a evolução dos exames de imagem e das técnicas cirúrgicas, atualmente é possível detectar e fazer uma avaliação mais eficaz da endometriose, doença que afeta cerca de 7 milhões de brasileiras, provocando dores, inchaço, além de comprometer a fertilidade.

A cirurgia laparoscópica com imagem em 3D tornou o tratamento menos invasivo, mais rápido e seguro, proporcionando uma melhor recuperação à paciente. A tecnologia no combate à endometriose foi o tema de reunião científica promovida pelo RDO Diagnósticos Médicos, em São Paulo.

A radiologista Luciana Cristina Pasquini Raiza, responsável pela ultrassonografia do RDO, explica que as tecnologias do exame e da cirurgia se complementam para a detecção, avaliação e o tratamento. A doença é uma das principais causas que levam à infertilidade. Estudos mostram que ela está presente em 10% a 15 % das mulheres em idade reprodutiva e até 50% daquelas com infertilidade. Mas o problema pode ser superado se for tratado.

Para isso, a ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal é essencial na investigação e avaliação do problema. “O exame, além de detectar a lesão de endometriose profunda em mulheres sintomáticas, permite estimar a extensão e localização da doença, fornecendo informações para avaliação e planejamento cirúrgico ou clínico”, afirma a Dra. Luciana.

A ultrassonografia é mais precisa que a ressonância na detecção de pequenas lesões que acometem a pelve, localizadas, principalmente, atrás do útero, ovários, intestino e bexiga. Outra vantagem é que não requer sedação nem o uso de contrastes. “É fundamental para auxiliar o médico na tomada de decisão sobre o melhor tratamento da doença”, conclui a Dra. Luciana.

“Avatar”

Realizada pela primeira vez no país em 2014, a cirurgia laparoscópica ginecológica com imagem em três dimensões permite a visualização da profundidade, texturas e de estruturas anatômicas críticas, além de proporcionar maior precisão. É um procedimento minimamente invasivo, mais rápido e mais seguro, que a cirurgia convencional, com pós-operatório satisfatório e curto período de internação.

“Fantástico é a palavra que mais ouço quando as pessoas acompanham a cirurgia ou assistem às projeções”, afirma o cirurgião Ricardo Mendes Alves Pereira, um dos pioneiros do procedimento no Brasil. Ele explica que essa técnica foi possível graças aos avanços tecnológicos do cinema, que desenvolveu câmeras de alta definição em 3D, como as usadas no filme “Avatar”.

“A visão é o grande diferencial nesse tipo de cirurgia, além de a assertividade ser total. As imagens em três dimensões são mais nítidas e permitem perceber particularidades dos vasos sanguíneos, nervos e órgão”, diz o cirurgião. Uma das projeções apresentadas no RDO mostrou a cirurgia para retirada da endometriose na região do pericárdio, muito próxima ao coração, onde dava para ver até o órgão pulsando. “A nitidez das imagens é impressionante e, além de representar uma revolução para a tecnologia cirúrgica, elas podem influenciar até o ensino de anatomia”, afirmou o Dr. Ricardo de Oliveira, diretor médico do RDO Diagnósticos Médicos, que promoveu o encontro científico.

Endometriose

O que é: ocorre quando o endométrio, tecido que reveste a parede interna do útero, é implantado fora do órgão.

Sintomas: cólica menstrual, dor pélvica crônica, dor durante a relação sexual no fundo da vagina, alterações intestinais e/ou urinárias cíclicas, ou seja, que ocorrem durante o período menstrual. Prevenção: como a causa ainda não é bem estabelecida, não há também prevenção.

Diagnóstico: os principais exames para avaliação da endometriose são a ultrassonografia transvaginal e a ressonância magnética. “Ambos vão identificar lesões de endometriose profunda. No entanto, a ultrassonografia é melhor que a ressonância magnética na detecção principalmente das lesões intestinais e de pequenas lesões. A ultrassonografia tem boa capacidade na detecção das lesões nos principais sítios acometidos da pelve, que são a região atrás do útero, ovários, intestino e bexiga”, conclui a radiologista.

Tratamento: pode ser clínico ou cirúrgico, dependendo da avaliação de cada caso.

Fonte:
http://www.segs.com.br

 



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