SURGIMENTO DE MIOMAS EM ALGUMAS MULHERES DEVE-SE A CAUSAS GENÉTICAS

A médica ginecologista Florinda da Silva disse hoje, quarta-feira, em Luanda, que alguns casos de miomas registados em mulheres angolanas devem-se a causas genéticas e o crescimento deles se dá, na grande maioria das vezes, por acção do estrógeno: hormônio produzido no ovário da mulher em idade reprodutiva. Em declarações à Angop sobre os casos de miomas em mulheres adolescentes, a especialista referiu que de uma forma geral a mulher africana desenvolve muitos miomas, mas na sua maioria deve-se a factores genéticos.

De acordo com a médica, actualmente os únicos tratamentos que se têm feito são a miometectomia, que é a retirada dos miomas e a estrectomia que é retirar o útero, sobretudo quando estes miomas se acompanham com sangramento abundantes. Mas salientou existirem novas tecnologias, sendo uma delas a embolização de miomas, uma técnica própria em que os miomas serão embolizados (secados). Mulheres com mioma uterino podem não apresentar nenhum sintoma ou problema relacionado a ele, que é um tipo de tumor benigno encontrado na parede do útero e, em alguns casos, no colo do útero. Os sintomas são cólicas fortes, menstruação prolongada ou sangramento irregular.

Quanto ao diagnóstico, ele é realizado através de exames de imagem como o ultra-som e a ressonância magnética. Fez saber que os profissionais de saúde vão participar um curso neste sentido, para que se possa obter maior conhecimento a respeito para se preservar a fertilidade da mulher para que possa a vir a ter filhos. “Quando há uma infertilidade pode ser causa feminina ou masculina, mas nos anos passados isso era verificado em mulheres acima dos 40 anos, mas actualmente regista-se em mulheres muito mais jovens, isto é uma grande preocupação.

Os miomas, de acordo com pesquisas, são os tumores benignos (não cancerosos) mais comuns do trato genital feminino. Eles também são conhecidos como fibromas, fibromiomas ou leiomiomas. Segundo um especialista em embolização, João Martins Pisco, que falava à Angop a partir de Lisboa, explicou que a embolização no tratamento do tumor do útero é algo simples, sem corte e leva a melhoria, evitando com que a mulher fique sem o útero, feito com anestesia local, podendo mesmo ter alta no mesmo dia e continuar a vida normalmente.

O mesmo processo acontece na hiperplasia benigna da próstata. Em Angola, João Martins Pisco, estará na Clínica Sagrada Esperança, atendendo três pacientes por dia. João Pisco disse ser o pioneiro desta técnica, tendo tratado 347 homens e mil 400 mulheres em Portugal, bem como outros 30 pacientes a nível mundial e 81 crianças nascidas de mães após o tratamento. “Em África, 70 porcento da mulheres têm problemas de miomas e sabe-se que todos os homens com mais de 70 anos apresentam problemas da próstata, daí a importância da referida técnica”, referiu.Pesquiseno.

Fonte: Portal Angop

 



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