MIOMA PODE EXISTIR EM METADE DAS BRASILEIRAS

Uma doença silenciosa que pode estar presente na metade da população feminina brasileira. Assim é o mioma. O diagnóstico é simples e depende, principalmente, de consultas periódicas ao ginecologista, mesmo que a mulher não apresente os sintomas da doença. A situação é ainda mais alarmante para as mulheres em idade reprodutiva, pois este grupo é responsável por 80% dos casos registrados no Brasil.

De acordo com a ginecologista Neila Dahas, não existe nenhum tipo de prevenção contra a doença. O mioma (também conhecido por fibroma ou leiomiomas) é uma enfermidade caracterizada pela presença de tumores sólidos benignos na cavidade uterina da mulher. “Os nódulos são formados por tecido muscular. Seu tamanho é variável e alguns provocam aumento do abdômen. As mulheres negras são mais vulneráveis ao desenvolvimento de miomas”, diz.

Dahas ressalta que o mioma não compromete diretamente a saúde da mulher, mas pode acarretar em outros problemas. “Dependendo do local onde ele (o tumor) crescer, pode até provocar a infertilidade da paciente”, acrescentou a ginecologista. O diagnóstico pode ser feito a partir de um exame de ultrassonografia. O problema é que boa parte das mulheres ainda resiste em fazer consultas periódicas com o ginecologista.

Neila Dahas frisa que a procura por médicos, geralmente, acontece quando os sintomas começam a aparecer – o que pode ser evitado com o diagnóstico precoce. “Dependendo da idade da paciente, o mioma pode intervir na menstruação, deixando-a irregular. Mulheres que menstruam mais de uma vez por mês, ou que sangram acima do considerado normal, podem estar com a doença e é só aí que procuram auxílio médico”, diz a médica.

TRATAMENTO

O tratamento é feito a base de medicamentos, que controlam a produção de hormônios na mulher e, dependendo da localização do tumor, da idade da paciente, bem como o volume e a velocidade na qual ele cresce, a intervenção cirúrgica pode ou não ser indicada. “Há casos em que o tumor nem precisa ser mexido”, colocou a ginecologista.

No caso da técnica química Gyselly Reis, 32, o mioma só foi retirado porque ela fez uma cirurgia para retirar um pólipo e o médico aproveitou para retirar o tumor também. Ela recebeu o diagnóstico da doença três anos depois que teve o seu primeiro filho, quando percebeu que sua menstruação estava irregular. “Eu sangrei o mês todo. Então, procurei o médico e ele disse que estava com mioma”, relatou.

Com o tratamento feito a base de medicamentos específicos, Gyselly comemorou a diminuição dos tumores, porém encarou uma gravidez de risco ao optar em ter o segundo filho. “Fiz tratamento para ter o bebê (que hoje está com um ano e dois meses) e com a cirurgia não posso mais ter filhos”, comentou.

Questionada se o uso de anticoncepcionais pode trazer o desenvolvimento de miomas, Dahas frisa que a questão é relativa. “O anticoncepcional é feito a base de estrógeno (hormônio responsável pelo desenvolvimento feminino) e o mioma tem a ver com a produção deste hormônio pela mulher. Em alguns casos, o anticoncepcional pode provocar a doença”.

Fonte: Diário do Pará

 



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