CIDADE CONTA COM NOVO CONTRACEPTIVO

Raone Saraiva

Itaitinga é o mais recente município cearense a disponibilizar, dentro do Programa de Atenção à Saúde da Mulher, o contraceptivo Implanon, medicamento integrante da estratégia de Saúde da Família, implementada em parceria com a Secretaria de Saúde do Estado (Sesa). Das 184 cidades cearenses, apenas Acaraú, Juazeiro do Norte, Beberibe, Crato, Itarema, Pacajus, Caucaia, Itatinga e Fortaleza fornecem o anticoncepcional.

O Implanon é inserido debaixo da pele (intradérmica), na região do braço da mulher. Diariamente, ele libera doses de etonogestrel na corrente sanguínea para inibir a ovulação, evitando a gravidez. A titular da Secretaria de Saúde de Itaitinga, Maria Adanízia Castro Gurgel, explica que, para ter acesso ao dispositivo, a paciente é submetida a uma avaliação de um médico ginecologista do Município.

Após a implantação, as mulheres são acompanhadas pelo gineco-obstetra por um período mínimo de seis meses, conforme exigência da Sesa. Segundo a secretária, o método é inovador e tem boa eficiência por três anos, podendo ser retirado a qualquer momento. O procedimento, informa, é indolor e dura cerca de 15 minutos, com anestesia local.

Segundo o diretor técnico de Saúde de Itaitinga, o farmacêutico Alexandre Rodrigues, o produto é adquirido pelo Governo do Estado por custo diferenciado para viabilizar o acesso à população. Ele informa que, atualmente, o Implanon custa mais de R$ 980, sem contar com os gastos para implantá-lo.

Em Itaitinga, o Implanon está disponível desde o segundo semestre de 2011, quando foram atendidas 20 mulheres, conforme dados da Secretaria de Saúde do Município. Neste ano, três pacientes já receberam o dispositivo e a expectativa é de que mais 18 mulheres realizem o procedimento até o fim de março. De acordo com o órgão, já existem 11 na fila de espera.

Qualidade de vida

A dona de casa Ana Cláudia Machado Rocha, 33, por exemplo, implantou o contraceptivo no fim do ano passado, depois de saber que não poderia mais engravidar, pois seu segundo filho nasceu com má formação congênita e não sobreviveu. Desde que recebeu o Implanon, ela é acompanhada por ginecologista no Hospital e Maternidade Ester Cavalcante Assunção, em Itaitinga.

"Uma outra gravidez poderia ser arriscada. Por isso, escolhi não engravidar mais. A introdução do contraceptivo não incomoda, tanto é que nem precisei de repouso e não tive nenhuma reação. O Implanon significa qualidade de vida", considera.

Como a demanda é maior do que a oferta, existem alguns critérios em relação à escolha das mulheres que recebem o dispositivo gratuito, como ter mais de um filho, estar em idade fértil e apresentar problemas no aparelho reprodutor.

Conforme a ginecologista Lourdes Galiza, que atende no Hospital e Maternidade Ester Cavalcante Assunção, por conter apenas o hormônio progesterona, o Implanon, diferentemente dos medicamentos que contêm estrógeno, pode ser colocado em mulheres portadoras de miomas, nódulos mamários, com diabetes ou hipertensão controlada e que estão amamentando.

"Um mulher que tem mioma, por exemplo, e toma anticoncepcional combinado, com progesterona e estrógeno, pode fazer com que o mioma cresça e as dores aumentem", destaca Lourdes, informando que, atualmente, existem vários métodos contraceptivos (pílulas, injetáveis e diu) no mercado contendo apenas progesterona.

De acordo com a ginecologista, o Implanon se torna mais eficaz do que a pílula porque "não tem como a mulher esquecer de tomar", já que ele libera, automaticamente, a substância que inibe a ovulação.

"Vale dizer também que 25% das mulheres que utilizam o Implanon têm tendência a ficar sem menstruar", complementa Lourdes, dizendo que o dispositivo pode ser inserido do primeiro ao quinto dia do período menstrual. "Caso a mulher esteja usando outro método contraceptivo, basta suspender e colocar o Implanon", afirma.

No Ceará, o anticoncepcional é disponibilizado na rede pública de saúde desde o fim de 2010. O Hospital Geral Dr. César Cals, em Fortaleza, foi o primeiro a realizar o procedimento. Hoje, o implante também pode ser feito no Centro de Saúde do Meireles. Segundo a Sesa, no Brasil, São Paulo é único Estado que também fornece o dispositivo.

Dispositivo evita gravidez por três anos

O Implanon é um anticoncepcional inserido embaixo da pele do braço das mulheres. Pelo menos durante três anos, a mulher não engravida, pois o dispositivo libera na corrente sanguínea, diariamente, as doses necessárias de etonogestrel, que inibe a ovulação e evita a gravidez. A aplicação é feita com anestesia local e o procedimento dura aproximadamente 15 minutos. O Implanon não está disponível em todos os Municípios cearenses.

Para ter acesso ao dispositivo, a paciente é submetida a uma avaliação de um médico ginecologista. Após a implantação do contraceptivo, as mulheres são acompanhadas por um gineco-obstetra por um período mínimo de seis meses, conforme exigência da Secretaria de Saúde do Estado. Existem alguns critérios em relação à escolha das mulheres que recebem o dispositivo, como ter mais de um filho, estar em idade fértil e apresentar problemas no aparelho reprodutor. O produto, que custa cerca de R$ 980, é adquirido pelo Governo do Estado por custo diferenciado para viabilizar o acesso à população. O Implanon pode ser colocado em mulheres portadoras de miomas, nódulos mamários e que estão amamentando, por exemplo.

Mais informações

Contraceptivo Implanon - Hospital e Maternidade Ester Cavalcante Assunção
Itaitinga/CE - Telefone: (85) 3377-2626

Fonte: Diário do Nordeste

 



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