FIM DOS PROBLEMAS: SUSPENDER A MENSTRUAÇÃO NÃO PREJUDICA A SAÚDE

Cólica, alteração no humor, retenção de líquido, indisposição, dores nas mamas e no corpo, são alguns dos sintomas que a menstruação proporciona todo o mês para algumas mulheres.

No entanto, por causa de todos esses desconfortos muitas mulheres tomam a decisão de interromper a menstruação.

Uma pesquisa feita pelo Instituto Resulta em 2011, em quatro capitais do país: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife, apontou que em cada 10 mulheres entrevistadas, quatro responderam que gostariam de suspender a menstruação e se livrar dos sintomas. Ao todo foram entrevistadas 340 mulheres de 18 a 30 anos.

Segundo a Dra. Erica Mantelli (CRM-SP: 124.315), ginecologista e obstetra pós–graduada em Sexologia pela Universidade de São Paulo (USP), a mulher não corre risco de saúde ao suspender a menstruação. “Cessar a menstruação pode aliviar todo o desconforto no mês, além disso, pode auxiliar no tratamento de mulheres com anemia, endometriose, mioma, cólica e tensão pré-menstrual”, afirma.

A menstruação ocorre quando o óvulo não é fertilizado. Ele se desintegra e acontece uma descamação interna do útero – o endométrio. “Sangrar todo mês é um sinal que o organismo da mulher está funcionando adequadamente. E quando não há menstruação pode indicar problemas nas glândulas tireóide e supra-renal”, alerta a médica.

Interromper ou não?

A ideia de suspender ou não a menstruação ainda gera muitas dúvidas. Algumas acreditam que pode fazer mal, outras já encaram como uma solução para colocar um fim na TPM (tensão pré-menstrual).  “É difícil afirmar se a suspensão da menstruação vai fazer mal ou não a saúde. Tudo vai depender do método hormonal que ela irá utilizar”, explica a ginecologista.

No entanto, qualquer mulher que sente o desejo de cessar a menstruação pode procurar um ginecologista. Hoje existem diversos métodos que contribuem para o fim do ciclo menstrual.

“A paciente tem a opção das pílulas contínuas que são as mais comuns e combinam progesterona e estrogênio, o DIU com hormônio, pílulas somente com progesterona, implante subcutâneo e a injeção”, ressalta a Dra. Erica.

A ginecologista alerta que ainda não existe um método que garante a diminuição do fluxo sanguíneo em 100%, além disso, a mulher pode sofrer um sangramento de escape. Sem contar que não são todas as técnicas que se aplicam para todas as mulheres “Mulheres que apresentam doenças do coração, varizes, grau de obesidade não devem fazer o uso da pílula, uma vez que são propensas a desenvolver trombose ou AVC (acidente vascular cerebral)”, disse.

Fim dos problemas

Há quem acredite que pausar a menstruação pode desencadear alguma doença ou até mesmo a infertilidade. Existem estudos que comprovam que as chances da mulher ter alguma doença são reduzidas quando o sangramento é interrompido.

“A pílula anticoncepcional utilizada para cessar a menstruação não provoca a infertilidade, o que pode ocorrer é a mulher levar mais tempo a engravidar após a suspensão do hormônio. Os ovários precisam de um período para voltarem a funcionar adequadamente”, finaliza a ginecologista.

Sobre a médica: Dra. Erica Mantelli (CRM-SP: 124.315), ginecologista e obstetra pós–graduada em Sexologia pela Universidade de São Paulo (USP).

Fonte: http://www.SEGS.com.br

 



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