FERTILIZAÇÃO IN VITRO: cada vez mais acessível para queM não consegue ter filhos

A fertilização in vitro é um tratamento para a infertilidade indicado a casais com problemas como alterações tubárias, endometriose, alterações no sêmen e idade materna avançada.

Usualmente, os pacientes recorrem ao tratamento da fertilização in vitro quando outras opções de tratamentos já tenham falhado seguidas vezes. Trata-se de um processo em que as células ovarianas são fertilizadas pelo espermatozoide fora do corpo, do Latim in vitro (em vidro). 

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, entre 2011 e 2014, o número de fertilizações in vitro realizadas no Brasil, incluindo mães heterossexuais e homossexuais, aumentou 106% em quatro anos. O total de procedimentos saltou de 13.527, em 2011, para 27.871, em 2014.

“O crescimento se dá devido a um número maior de clínicas e bancos embrionários disponíveis pelo país, a um preço mais acessível do tratamento e ao fato das mulheres optarem por engravidar cada vez mais tarde”, explica a Dra. Juliana Amato, ginecologista obstetra e especialista em reprodução humana, da Amato Instituto de Medicina Avançada.

Procedimento

Para realizar o processo, a paciente recebe medicações que vão estimular o crescimento dos folículos ovarianos. Os ovários são avaliados periodicamente até os folículos apresentarem tamanho adequado para agendar o dia da fertilização. Ao final da indução da ovulação é administrada uma medicação que vai terminar de amadurecer os óvulos e aproximadamente 35h após este procedimento é agendada a aspiração dos óvulos (punção folicular).

“A punção folicular é realizada sob sedação (anestesia). O médico utiliza o ultrassom com uma agulha e aspira os folículos ovarianos via transvaginal. No mesmo dia, o homem colhe o sêmen e após algumas horas, o casal é liberado. No laboratório, os óvulos são colocados em um recipiente com os espermatozoides e após dois ou três dias, em alguns casos até cinco dias, a paciente retorna para transferência embrionária. Os embriões são colocados dentro do útero com um cateter especial, sem necessidade de anestesia. E de 12 a 14 dias após a transferência dos embriões já é possível saber o resultado por meio de um teste de gravidez”, explica a Dra. Juliana Amato.

Atualmente, a taxa de sucesso de gravidez em mulheres com até 35 anos varia entre 30% a 40%. Na década de 1990, o índice variava entre 17% e 20%. Segundo uma pesquisa realizada pela Rede Latinoamericana de Reprodução Assistida (Rede Lara), até 2012, o Brasil era responsável por 45% das fertilizações in vitro realizadas na América Latina. A Argentina ocupava a segunda posição, com 23% do total, e o México, a terceira, com 12%.

Também conhecida como bebê de proveta, a fertilização in vitro foi sucesso pela primeira vez com o nascimento de Louise Brown, em 1978. Robert G. Edwards, o médico que desenvolveu o tratamento, foi premiado com o Nobel em Fisiologia ou Medicina em 2010. 

 

Fonte: R7

 



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