ENDOMETRIOSE PODE AFETAR INTESTINOS, BEXIGA E ATÉ PULMÕES

A endometriose não deixa a mulher infértil, mas pode tornar mais difícil a gravidez. Isso porque a endometriose é uma doença que afeta o aparelho reprodutor feminino e é caracterizada pela presença de células do endométrio (parede interna que reveste o útero) em locais onde não deveriam estar, como ovários, trompas, intestinos, bexiga e até pulmões.

O endométrio é renovado a cada mês. Quando a mulher está em período fértil, os hormônios femininos estimulam o crescimento dessa parede para que o possível embrião se acomode. "Quando não há gravidez, a mulher menstrua e libera essa camada. É durante o processo de liberação que pode acontecer a chamada menstruação retrógrada", diz Edward Carrilho, ginecologista e especialista em reprodução humana da clínica Engravida, de São Paulo.

Quando a mulher tem a menstruação retrógrada, as células do endométrio saem por meio da menstruação, mas também podem cair em alguns órgãos. "O problema é que essas células localizadas nos outros órgãos sofrem o mesmo estímulo que as encontradas no útero. Então, a cada ciclo ovulatório, esses focos de fora do útero podem crescer, causando muitas dores fora e dentro do período menstrual", afirma Silvana Chedid, especialista em reprodução humana e diretora do Instituto Valeriano de Infertilidade São Paulo.

Chances menores

Além das dores, a doença pode afetar a fertilidade feminina. Segundo Carrilho, a endometriose não chega a deixar a mulher infértil, mas pode tornar as chances de engravidar menores. "Já vi muitas pacientes com endometriose engravidar naturalmente. As chances são menores, mas não é impossível. A endometriose não deixa a paciente infértil", esclarece o médico Edward. "A não ser que seja algo muito específico, como uma mulher que tenha um foco de endometriose nas trompas, ou seja, o foco da célula está obstruindo o encontro do espermatozoide com o óvulo", detalha.

Tratamento

Uma das possibilidades de cura da endometriose é a cirurgia. Mas esse é um procedimento delicado que tem que ser muito bem feito - do contrário, a doença pode voltar. Outra opção é o tratamento com hormônios. O objetivo da medicação é estimular uma menopausa precoce temporária, segundo a médica. Sem o estímulo hormonal que a mulher recebe mensalmente para a ovulação, a parede do endométrio para de crescer e as dores e o desconforto também passam. .

Fonte: Vida e Estilo

 



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